Um vídeo institucional de 7 minutos deu uma noção da realidade enfrentada por juízes e servidores da Justiça do Trabalho para levar a Justiça até as localidades mais distantes em Rondônia e Acre, além de conhecerem os projetos de responsabilidade que o Tribunal desenvolve, como frutos de um Planejamento Estratégico Participativo (PEP).
O servidor Henrique Valente, diretor do Serviço de Cálculos do Tribunal, explicou de forma descontraída e didática, os direitos básicos que os empregados e empregadores precisam saber para evitar conflitos nas relações de trabalho e emprego. Valente destacou aos mais de 200 alunos sobre a importância da assinatura na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), bem como horas extras, adicionais de periculosidade e insalubridade e verbas rescisórias, além os direitos do trabalhador doméstico.
A aluna Maria José Silva, no bate-papo, soube que o prazo para que o empregador assine a carteira de trabalho é de 48 horas e que mesmo não tenho sua carteira assinada poderá recorrer à Justiça do Trabalho, caso não receba seus direitos corretamente, e disse ainda, estar satisfeita em conhecer melhor os seus direitos.
O aluno Diogo Athaíde, que está em seu primeiro emprego, ficou surpreso ao saber de alguns direitos ressaltados pelo servidor Henrique, como a obrigatoriedade da assinatura da carteira de trabalho e que tem direito a 13º salário, férias, horas extras, com isso fica mais estimulado a trabalhar e preservar o meu emprego, afirmou Athaíde.
A conversa precedeu à distribuição de cartilhas sobre Direito do Trabalho em linguagem de gibi e a apresentação da peça teatral “A Doméstica”, com roteiro do servidor José Hélio Santos.
A peça é recurso didático com o qual as servidoras e atrizes amadoras Haiti Silveira e Magna Madalena abordam os direitos dos trabalhadores domésticos. A peça teatral já faz parte do roteiro oficial do projeto, porém existe variação dos temas abordados.
De acordo com a supervisora Claudete Ghisi Rosa, que também é professora de inglês para a turma da tarde, a iniciativa do Tribunal e os recursos aplicados para levar a informação aos alunos é muito interessante. Afirma ainda que a maioria dos alunos presentes na atividade já trabalham, porém menos da metade têm carteira de trabalho assinada.
Claudete ressaltou ainda que muitos desses alunos nem sabem ao certo seus direitos, assim poderão ser facilmente injustiçados nos seus empregos. Neste evento percebeu-se que todos estavam atentos, isso é muito bom, disse a supervisora.
Nesta etapa do projeto participaram da atividade os servidoras Françóis Lúcio, Luana Medeiros, Silvinha e José Hélio Santos. |