JUSTIÇA VAI À ESCOLA - PORTO VELHO-RO
ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO ORLANDO FREIRE
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15.08.2008- Diretora de escola diz que bate-papo sobre direitos trabalhistas com alunos ajuda a formar profissionais mais competitivos |
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Conhecer melhor os direitos trabalhistas é muito importante para que um estudante se torne um profissional mais competitivo no mercado de trabalho de Rondônia, principalmente, agora, que o Estado está em novo processo de desenvolvimento. A afirmação é da diretora da escola estadual de ensino fundamental e médio Orlando Freire, professora Olinda Lima Monteiro Lacerda, e foi dada quinta-feira, 14, à noite durante a abertura da edição do “Programa Justiça do Trabalho Vai à Escola” com a presença de 300 alunos do projeto Educação para Jovens e Adultos (EJA).
O programa “Justiça do Trabalho Vai à Escola”, criado em 2006, com o objetivo de divulgar os direitos trabalhistas e aproximar mais os juízes da comunidade, é coordenado pela vice-presidente do TRT da 14ª Região, juíza Maria Cesarineide de Lima, e já realizou reuniões e bate-papo com alunos de dezenas de escolas nos municípios de Rondônia e do Acre.
O colégio conta com mais de 1550 alunos matriculados. Cerca de 400 deles, com idade acima de 17 anos, haviam parado os estudos e retornaram às aulas depois da implantação do EJA. Uma parceria com empresas e comerciantes a escola já desenvolve dois projetos de qualificação profissional nas especialidades de panificação e marcenaria, e tem planos para expandir o programa. “Sempre procuramos colocar em pratica projeto diferenciados”, disse Olinda. |
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A professora Olinda Lacerda ressaltou, ainda, serem essas atividades extras-classe, adotadas como suporte pedagógico no processo ensino e aprendizagem, responsáveis pela grande procura de vagas na escola.
Ao se referir ao chamado “bate-papo” sobre Direito do Trabalho conduzido pelo analista Paulo Francisco da Silva, a diretora afirmou que a parceria para a realização do Justiça do Trabalho Vai à Escola é de fundamental importância nessa busca de conhecimento para a formação de cidadãos mais conscientes.
Para iniciar os debates, as servidoras Haiti Silveira e Magna Madalena encenaram a peça “A doméstica”. Já Paulo Silva falou dos direitos essenciais dos trabalhadores e tirou dúvidas dos participantes sobre falta ao trabalho, porcentuais de depósito do FGTS, INSS, pagamento de aviso prévio, seguro desemprego, vínculo empregatício e adulteração de registro profissional. Silva explicou serem esses requisitos que formulam o Direito do Trabalho. “É uma garantia que o Estado dá a todos os cidadãos”.
Segundo ele, o primeiro direito é o exame médico admissional, esquecido na maioria das vezes pelos empregadores. É a garantia de que o trabalhador ingressa na empresa com saúde. Em seguida vem o direito ao registro na carteira de previdência social, repouso semanal remunerado e pagamento de seguro desemprego, quando o empregado é demitido sem justa causa.
A representante de classe do 3º ano, Graça Seixas, o bate-papo com os facilitadores da Justiça do Trabalho é importante, pois nem todos tem o hábito de se informar através da leitura e por isso estavam atentos às explicações.
Esmeraldina dos Anjos Gonçalves, aluna do 3º ano “C”, garante que participando dessas atividades o estudante aprende mais. |
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Fonte: Abdoral Cardoso
Publicado em 04 de Fevereiro de 2009
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