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Cerca de 250 estudantes da Escola de 1º grau Deonildo Caragnatto em São Miguel do Guaporé tiveram a oportunidade de conhecer o projeto “Justiça do Trabalho vai a escola”, onde foram apresentada palestra e uma peça teatral (comédia) sobre os direitos e deveres tanto do trabalhador quanto do empregador, além de receberem cartilha com informações sobre os direitos trabalhistas.
Segundo a juíza coordenadora do projeto e que esteve presente durante a visita, disse que o projeto vai envolver os estudantes e os professores, “os alunos vão colaborar no sentido de repassar as informações que obtiveram durante a palestra e na revista que eles receberam e os professores, serão o elo entre esses alunos e o TRT.”
De acordo com o juiz titular da VT em São Miguel , José Roberto da Silva “um dos principais objetivos do projeto é desmistificar a idéia de que a justiça só serve para punir, isso não é real, o papel da justiça é defender os direitos do cidadão, no caso da justiça do trabalho é defender os direitos que podem ser do empregado ou do empregador, isso varia muito porque cada caso é diferente do outro”.
Além do JT vai à Escola, foi apresentado outro projeto à comunidade de São Miguel, “o Justiça do Trabalho de portas abertas”, onde durante toda a manhã desta terça-feira(20), os alunos do Centro Educacional São Miguel Arcanjo visitaram as instalações da Vara do Trabalho.
Simulado de audiência pedagógica
Os servidores da JT com o objetivo de mostrar de forma pedagógica o papel da justiça, promoveram uma audiência que foi presidida pelo juiz do trabalho José Roberto da Silva e os alunos participaram como partes no processo e até a professora serviu de testemunha na audiência.
Foram abordados vários temas como trabalho escravo e direitos e deveres do trabalhadores, onde os alunos participaram diretamente com perguntas e suas principais dúvidas. A aluna Aliny Ferreira, de 12 anos afirma que aprendeu muitas coisas, “agora sei a diferença entre Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, por exemplo”.
A juíza Maria Cesarineide disse acreditar no sucesso dos projetos, estamos semeando uma sementinha e acreditamos que vai germinar e produzir muitos frutos, afinal essas crianças serão os cidadãos do futuro, na escola temos futuros empregados e patrões. Desta forma eles aprendem desde cedo quais são seus direitos e deveres e entrarão no mercado de trabalho conscientes de suas obrigações tanto como funcionários quanto como patrões”, finaliza a juíza.
As atividades pelo interior continuam ainda esta semana nas cidades de Rolim de Moura e Presidente Médici. |
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